domingo, 24 de julho de 2011

O efeito devastador da Pior Droga do século....Crystal

Instituto Ludwig von Mises Brasil
http://www.mises.org.br


O que explica a metanfetamina cristal?
por Mark Thornton, terça-feira, 14 de junho de 2011

N. do T.: Notícias recentes indicam que a versão cristal da metanfetamina já chegou ao Brasil.  Dentre os efeitos causados por essa droga estão arritmias cardíacas, insônia, irritabilidade e agitação nervosa.  Pode-se também observar dor abdominal, náuseas, vômito, diarréia, anorexia, perda de peso, constipação, diminuição da função sexual, alterações na libido, disfunção erétil, fraqueza, cefaléia, hiperidrose, taquicardia, visão turva, tonturas, infecção urinária e secura na boca.  Em casos mais raros, também se observa um estado mental alterado, enfarte do miocárdio, dermatite alérgica, exantema, ansiedade, cardiomiopatia, acidente vascular encefálico (AVE), dor no peito, depressão, febre, hipertensão, alterações de humor e psicose.
Como uma droga tão destruidora consegue encontrar adeptos?
A economia explica.
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 A maioria das pessoas jamais viu a metanfetamina vendida como droga, conhecida como cristal; fala-se muito no noticiário, mas quantas pessoas de fato conhecem alguém que é usuário de metanfetamina?
A droga atende por vários nomes: metil anfetamina, N-metil-anfetamina, desoxiefedrina, metodona de cristal ou simplesmente 'met'.
Independentemente de como seja chamada, a  etanfetamina é simplesmente uma das mais perigosas e viciosas drogas existentes no mercado negro atual.
A metanfetamina existe desde 1893 e, atualmente, é permitida por várias agências governamentais para o tratamento da obesidade e do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).  Como se pode explicar seu recente surto de popularidade como droga recreativa?  Por que um indivíduo escolheria utilizar uma droga que é amplamente conhecida -- até mesmo por seus usuários -- por ser uma das drogas mais perigosas e difíceis de ser abandonadas dentre todas as drogas ilegais?  Pode ser algo surpreendente para alguns leitores, mas a ciência econômica pode fornecer a melhor resposta para essas perguntas desnorteantes.  Porém, antes de entendermos a economia por trás das decisões individuais de se utilizar o cristal, precisamos antes nos certificar de que já fomos apropriadamente apresentados a essa droga e aos seus usuários.
Pode parecer estranho o fato de a mesma substância química utilizada na forma de tabletes por milhões de soldados nazistas (por falar em Blitzkrieg...) possa ser também uma droga de rua tão popular.   O motivo de ela ser utilizada "recreativamente" é que, altas doses, ela produz uma reação de euforia que inclui um aumento da vivacidade e da sensação de alerta, um aumento da energia, da autoestima e até mesmo do apetite sexual -- sendo que tudo isso pode durar até 12 horas.  Dentre os inevitáveis efeitos colaterais do pós-efeito estão a fadiga e a depressão.  Não surpreendentemente, a droga também é considerada altamente viciante.
Para evitar esses sintomas da abstinência, alguns usuários se entregam a farras em que consomem a droga por dias ou até semanas seguidos.  Isso, entretanto, apenas faz com que o período de abstinência que virá depois seja ainda maior e mais doloroso.  Usuários antigos podem sofrer danos fisiológicos, psicológicos e neurológicos que perduram até muito tempo após o fim do período de abstinência.  Os efeitos de longo prazo também incluem depressão, suicídio e ataques cardíacos.
Um efeito particularmente doloroso e debilitante do uso de longo prazo do cristal é conhecido como "boca de metanfetamina" (meth mouth).  Essa condição envolve a degradação dos dentes e gengivas do usuário.  O uso prolongado pode resultar na descoloração e perda prematura dos dentes.  Eles se tornam desfigurados e desgastados, assumindo um aspecto mórbido de "dentes moídos".  Os nervos ficam expostos.  As gengivas do usuário também assumem um aspecto mórbido, apresentando frequente sangramento, o que acelera a perda dos dentes.  Especula-se que esse aspecto bucal seja resultado de uma higiene ruim e de uma dieta pobre combinadas com os efeitos da droga (o fenômeno da boca seca gerado pela droga) e com o desgaste dental autoinfligido pelo usuário.  Em casos severos, o estrago é irreversível.  O resultado não é nada bonito.
O número total de usuários de cristal é relativamente pequeno; entretanto, nos EUA, pessoas que trabalham em centros de reabilitação, prontos-socorros e necrotérios são obrigadas a lidar com essa droga incrivelmente devastadora -- ou com suas vítimas -- diariamente. 
Essa breve introdução à metanfetamina em sua versão cristal, e de como ela funciona, foi necessária para garantir que todos nós estejamos integrados no assunto em questão e entendamos perfeitamente com que tipo de droga estamos lidando.  Estou certo de que o leitor pode agora concordar com legisladores, policiais, especialistas em saúde pública, defensores da legalização das drogas e antigos usuários quando eles dizem que, em termos de potencial destrutivo, nem todas as drogas são criadas iguais, e a metanfetamina pertence a uma classe única.
A pergunta é: sabendo-se que ela é tão perigosa e destrutiva, por que a metanfetamina cristal é tão popular
A deterioração de uma usuária de metanfetamina ao longo de um período de 10 ano 
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As respostas mais comumente dadas estão relacionadas a tecnologia, fisiologia e psicologia.
Tecnologicamente, o cristal é fácil de ser fabricado: pode-se utilizar equipamentos de produção simples, uma receita acessível gratuitamente na internet, e ingredientes disponíveis na farmácia da esquina. 
A baixa exigência tecnológica para a produção de cristal resultou na criação de vários laboratórios amadores e profissionais ao redor do mundo.  Um estudo publicado em 2007 descobriu que "A síndrome de abstinência de metanfetamina gera depressões mais prolongadas e severas que a abstinência de cocaína, de modo que os pacientes com abstinência devem ser monitorados de perto, pois apresentam propensão ao suicídio".
Psicologicamente, a metanfetamina fornece a euforia que tantas pessoas almejam.
Isso tudo é verdade, mas não explica a popularidade de um produto tão pernicioso e perigoso.  Vendedores de drogas, consumidores de drogas e até mesmo viciados em drogas sempre foram conhecidos por ser um grupo "racional" -- sim, racional, mas continue me acompanhando.  Eles reagem a mudanças de preços; eles reagem a diferenciais de qualidade e a mudanças na qualidade.  Eles também reagem -- racionalmente -- a mudanças no risco.  Logo, se os usuários de drogas selecionam sua droga favorita por meio de um processo racional de tomada de decisão, o que explica essa "marcha ao fundo do poço" e a ascensão da metanfetamina no mercado de drogas ilegais?
A resposta está no preço.  O cristal é conhecido como a cocaína do pobre.  Tanto a cocaína quanto a metanfetamina são estimulantes, portanto é razoável supor que ambas atraem o mesmo subconjunto de usuários de drogas.  Nos EUA, durante o apogeu da cocaína, a metanfetamina estava praticamente extinta no mercado ilegal. 
Porém, tudo isso mudou com a "Guerra às Drogas" intensificada por Ronald Reagan, a qual foi bastante eficaz em elevar os preços das drogas ilegais ao impor maiores riscos -- logo, maiores custos -- à produção, à distribuição e ao consumo.  O choque inicial dessa guerra às drogas fez com que os agentes do mercado negro refizessem suas planilhas de cálculo: eles agora tinham de reduzir seus riscos e seus custos.  Dentre os novos produtos que eles criaram em reação a essa nova realidade do mercado, podemos citar, além da metanfetamina cristal, o crack e um tipo de maconha altamente potente.

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Como havia prometido, a ciência econômica fornece a melhor explicação para o surto de popularidade da metanfetamina, não obstante o desproporcional perigo do seu uso.  A intensificação das leis de combate às drogas, o maior rigor na sua aplicação e um aumento nas punições levaram a um aumento nos preços e a uma redução da oferta das drogas recreativas favoritas, como a maconha e a cocaína.  Preços altos e escassezes periódicas fizeram com que traficantes e consumidores tivessem de encontrar substitutos -- bens sucedâneos que poderiam produzir resultados similares, porém a custos menores.
O flagelo trazido pelo cristal é mais um exemplo do "efeito autoridade" -- ou daquilo que tem sido chamado de "lei de ferro da proibição".  Sempre que o governo decreta uma proibição, aumenta a coerção ou aumenta as punições sobre o comércio de um bem como álcool ou drogas, tal medida inevitavelmente resulta na substituição destes bens por drogas mais adulteradas, mais potentes, mais perigosas e mais perniciosas.
No caso da metanfetamina cristal, as autoridades americanas já tentaram restringir a oferta dos ingredientes básicos, os quais são ingredientes comuns de remédios para gripes.  Elas determinaram que tais remédios fossem vendidos em farmácias apenas pelo farmacêutico, atrás do balcão, e com estoque limitado para apenas um mês.  Mais recentemente, alguns estados americanos determinaram que esses compradores de remédios para gripes fossem rastreados eletronicamente.  A intenção era impedir que comprassem em várias farmácias ao mesmo tempo.
Como resposta, os produtores de cristal recrutaram um número ainda maior de intermediários, dentre os quais amigos, parentes, alunos de faculdades, e até mesmo crianças e mendigos.  Esses recrutas compram remédios para gripe e os revendem para os laboratórios clandestinos com uma margem de lucro que chega a 500%.  Uma reportagem da Associated Press mostra que milhares de pessoas estão sendo atraídas para esse comércio.  "As autoridades foram surpreendidas", disse o sargento Tom Murley, de St. Louis.  "Pessoas que normalmente não iriam contra a lei agora estão dispostas a fazê-lo porque acham que é um bom negócio, e também por causa do estado ruim da economia".
Felizmente, além de respostas e explicações, a ciência econômica também pode nos mostrar a porta de saída dessa antiga tendência já velha de décadas -- a tendência de se criar drogas cada vez mais potentes e perigosas.  Afinal, uma determinada fatia da sociedade sempre irá, independentemente de restrições e imposições de leis, optar por usar drogas.  Menos coerção e punições menores iriam reduzir o preço da maconha e reduzir a demanda por cristal, direcionando essa demanda novamente para a maconha, uma droga que tem poucos dos problemas associados ao cristal.

sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse - Back To Black



Homenagem a uma menina que partiu precocemente por não conseguir encontrar equilibrio em um Mundo desequilibrado.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amizade....

Talvez a amizade seja um dos presentes mais bacanas que a Existência coloca em nossas vidas.
Mas será que você sabe valorizar estes presentes?
Até que ponto não deixamos que estas amizades se tornem casuais demais, a mão demais e não percebemos que não damos a devida atenção, o devido amor, respeito e carinho?
Fazer amizade com alguém é fácil, o difícil é após conhecer melhor esta pessoa ou a pessoa te conhecer você saber lidar com suas limitações e as limitações do outro. Saber lidar com o humor, os defeitos e as sandices não é atividade fácil não é mesmo? Já dou um duro danado lidando com as minhas… rs
Mas será que Deus ou como quiserem chamar coloca um outro ser em seu caminho apenas para estar do seu lado quando você precisa?
Se for assim a amizade não é uma soma e sim uma troca?
“Eu sou seu amigo porque até aqui você me serve para algo?”
“Agora estou bem… feliz, realizada, não preciso mais de sua amizade!”
Será que é assim que funciona… uma troca, onde as pessoas se aproximam não por afinidade e sim por que tem algo que lhe é conveniente naquele momento?
Não sei… venho pensando muito nisto estes dias. O Valor da Amizade!
Há tempos atrás eu confesso que era uma amiga de oportunidades, algumas pessoas era porque eu gostava mesmo, mas outras digamos que me eram úteis.
Fui aprendendo com o passar dos anos que amizade é algo para uma vida toda, mesmo longe, sei que posso contar com uma pessoa e ela comigo, que mesmo longe ela tá torcendo para minha felicidade, para que eu me dê bem, e eu idem…. e quando encontramos aquela pessoa, nos faz tão bem a presença, que posso ter passado o pior dia da minha vida, só de vê-la meu coração se enche de alegria e eu abro um sorriso, porque estou perto de alguém que me ama de verdade.
Isso é amizade no meu ponto de vista.
Eu tenho pouquissimos amigos, e ao pensar nisso, me pergunto se tenho sido uma boa amiga.
Estou valorizando meus amigos?
Sei estar do lado sempre, sem invadir, sem sufocar e o mais importante, sem me ausentar?
Acho horrível sentir-me usada. É um sentimento tão pesado, tão ruim e triste. Te põe em xeque como pessoa, como amigo. Será que ainda faço isso? Será que estou fazendo isso?
Qual será o verdadeiro valor da amizade?
Porque se alguém me procura somente quando tá mal, será que é porque confia em mim, ou porque me acha um expurgo (processo de expurgar, expelir, expulsar, exilar ou eliminar algo, no sentido de desfazer-se de um problema e colocar para fora um objeto com conotação negativa).
No meu ponto de vista, amigo é aquele que está presente em minha vida, seja nos momentos tristes, ou nos momentos felizes, alegres. Esta presente em minha vida, mesmo longe, mas está e estará sempre em meu coração e em minhas orações.
Não sei agir diferente, não sei pensar diferente, amigo é alguém que eu amo incondicionalmente e faz e fará parte de minha vida enquanto a Existência permitir. Que eu estarei do lado, nos momentos felizes e segurarei a mão nos momentos tristes, que eu falarei a verdade, mesmo que doa, e afagarei seus cabelos, nos momentos de silêncio e dor.
Qual o valor da amizade para você?