sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Resiliência ou como resistir flexivelmente á adversidade...


"Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: amoxicilina e paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrada! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida...

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenada nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e Limonada 
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventiva é ser preditiva.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que "tristeza não tem fim, felicidade, sim". Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas...

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida."

Beijos Amorecos, e jamais se deixem abater.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O Poder do Voto dessa Galera que vem ai !!!!


Vitória da Conquista, assim como a grande maioria das cidades brasileiras, está passando por uma mudança substancial na sua juventude, o engajamento e a consciência política. Nossa primeira geração livre, de um ano pra cá, vem expressando nas redes sociais suas opiniões políticas. Estamos em ano de eleições, por isso, é de suma importância que as pessoas das gerações mais velhas apoiem toda manifestação política partindo da juventude, desde que seja com responsabilidade.
Desde os movimentos sociais de Junho de 2013, adolescentes estão expressando cada vez mais sua ideologia política na internet. Partidários ou não, os jovens estão expressando ideias de apoio ou de cobrança no mundo virtual. Saindo do mundo virtual, podemos ver o Levante Popular da Juventude, que atua no intuito de promover reformas políticas.
(…) As revistas, as revoltas, as conquistas
Da juventude são heranças
São motivos pras mudanças de atitude (…)
Os versos da canção de Engenheiros do Hawaii já diziam: a juventude significa mudança. E é imprescindível que nossa população jovem vá para as urnas. A conquista do poder de voto com 16 anos é fruto da nossa democracia. A luta contra a ditadura militar, onde muitos estudantes encabeçaram a luta pelo reestabelecimento da liberdade (um presente do céu, segundo o iluminista francês Denis Diderot), pelo reestabelecimento da dignidade como cidadão, e pelo reestabelecimento da moral, finalmente pode ser contemplada com o voto aos 16, é uma vitória.
Outro posicionamento importante de boa parte da juventude é a quebra de resquícios da Idade das Trevas. Religião não combina mais com Estado, cada qual com a sua, sempre respeitando a do próximo. Liberdades individuais também são bandeiras da massa juvenil. Falácias políticas estão sendo cada vez mais quebradas, por exemplo, se o debate entre Lula e Collor das eleições de 1990 estivesse acontecendo hoje, certamente já teria sido desmascarado nas mais diversas redes sociais pelos seus usuários, em sua grande maioria, jovens.
Portanto, cabe aos adultos sempre vigiarem a maneira que seus entes juvenis se expressam politicamente, não para fazê-lo mudar de opinião, mas para fazê-lo fortificar seus argumentos e afinar seus conhecimentos políticos. Até porque, são eles o futuro da nação.
Simbora galera vamos mostrar a cara dessa juventude!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Qual a diferença?


Você acabou de sair do laboratório. O resultado do exame está na sua mã0, fechadinho como quando a atendente o entregou a você. É como se o papel queimasse em sua mão. Abrir ou não abrir? Você abre (afinal, vai ter que enfrentar de um modo ou de outro) e lê o resultado: POSITIVO.

A não ser que você tenha planejado, convenhamos que a primeira reação não é de alegria. Por mais que você sonhe em ser mãe, ame crianças e tenha tudo para ser uma excelente mãe, não era bem o que você queria para o momento. E a primeira pergunta surge na sua cabeça: como o pai vai reagir ao saber?

E esta é apenas a primeira. Porque, em segundos, milhões de outras passam pela sua mente: como vou criá-lo? Será que vou ter dinheiro? estrutura emocional? Como minha família irá reagir? Mas, apesar de todas estas dúvidas, você resolve que vai assumir e ter o bebê (mesmo que esta decisão leve meses para ser tomada).

Qual a diferença de assumir um filho sozinha? Por que a sociedade ainda nos olha como se fossemos seres de outro planeta, quando estamos em tão grande quantidade? hoje em dia a maioria dos lares são constituídos por Mães chefas de família. Por que tantos olhares de "pena" e tanto estranhamento das pessoas?

"A mãe solteira é uma das pessoas que mais sofrem sobre a face da terra. Sonhou com as promessas de um alguém de que iriam criar juntos ou algo  do gênero. De repente, vê-se grávida. A  pessoa  não assume e some.

Sozinha, os filhos ou familiares decepcionados, abandonada de todos, está entregue a um destino triste. Estragou sua vida, a vida do filho que vai nascer . Em casa as vezes  se sente um empecilho. Na sociedade, vc não sabe se vai com as moças ou com as casadas. A mãe solteira não sabe a que classe pertence."

Quantas vezes ouvimos o ditado "Antes só do que mal acompanhada"? Para que manter um relacionamento que não dá certo? Será que um bebê vai fazer com que ele funcione? Para que passar por humilhações, muitas vezes tendo que aguentar um homem alcóolatra, drogado ou que não nos respeita? Será que você desejaria isto para a sua mãe? Quem disse que não dá para ser feliz "sozinha" (entre aspas, porque pelo simples fato de que você agora tem um filho, não está mais sozinha).

Tenha em mente que assumir uma "produção independente" não é o fim da sua vida (muito menos da vida do bebê). Você seria, de qualquer modo, a protagonista do papel principal desta estória, pois é com você que o bebê vai ter a maior parte de suas experiências. Vocês vão sim ser muito felizes juntos. E nada impede que você volte a se relacionar com outros homens.

Você também não está sozinha. Você tem seus amigos e sua família. Curta o seu bebê o máximo que puder!

Para terminar, transcrevo uma parte do livro “Como Não Ser a Mãe Perfeita”, de Libby Purves:
“Só resiste totalmente ao sentimento de culpa quem se torna a John Wayne da maternidade: durona, sem papas na língua, confiante e desafiadora. A mamãe fora-da-lei, que traça seu próprio destino. Ou então você pode dar uma boa olhada em seu filho e perceber que, apesar dos muitos ´defeitos’ de sua conduta, ele está perfeitamente bem. Ele gosta de você. Nesse momento está razoavelmente limpo e não muito faminto. Aceita bem a vida e as circunstâncias.”


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Alma Bela

Um sorriso franco e sincero,
mostra toda a beleza da alma...

Não adianta cuidar da beleza
exterior, quando a alma
guarda pensamentos negativos...
Esses maus pensamentos vão transparecer na face triste,carrancuda, sem brilho...
nas palavras duras, agressivas,
cheias de rancores e mágoas...
na energia negativa que passarão a
todos que estão ao seu redor.
Tudo depende de nós!
A cura dos problemas não esta fora
e sim dentro de nós.
Um sorriso aberto, sempre será bem vindo,
fará bem a quem recebe e neutraliza as energias
negativas que nos rondam diariamente.
A beleza da alma,
está em cuidarmos de nosso interior,
assim, nosso sorriso e nosso viver,
será sempre iluminado...

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O que é ansiedade


A ansiedade é uma sensação difusa, inexplicável que provoca sintomas diferentes para cada pessoa: falta de ar, taquicardia, nervosismo, suores, problemas digestivos (prisão de ventre, enjoos, gases), fome exagerada (gula), medos que se tornam irracionais e sem sentido, ficar irritado e provocar brigas e discussões por nada, ingestão exagerada de bebidas alcoólicas ou calmantes, etc.
A manifestação dos sintomas incomoda tanto que os ansiosos procuram qualquer forma para acabar com eles: quem come em excesso e engorda demais, procura uma dieta milagrosa, recorre a cirurgiões plásticos ou faz grandes sacrifícios e loucuras para emagrecer rápido(muitas vezes provocando outros problemas de saúde); aqueles que tem medos , como o de dirigir um veículo, por exemplo, fazem aulas e mais aulas sem fim na autoescola (sem nunca acabar com o medo); as pessoas que tem falta de ar e taquicardia , achando que terão um infarto, fazem uma via sacra por vários médicos , submetem-se a fazer uma infinidade de exames e jamais acreditam quando os resultados são normais.
Veja bem: as pessoas fazem várias tentativas para acabar com os sintomas que a ansiedade provoca e nenhuma delas resolve o problema porque são tentativas para acabar com os sintomas FÍSICOS que ela traz. O tempo passa, o problema cresce, vem a sensação de perda do controle e isto gera mais ansiedade ...
É um círculo vicioso sem fim...
O problema não se resolve porque as pessoas tratam apenas dos sintomas físicos provocados pela ansiedade , quando, na realidade, é preciso tratar as causas da ansiedade!!
A ansiedade é gerada pelo choque de exigências conflitantes, pela mania de perfeição, por não querer magoar os outros, por impulsos autodestrutivos, por possuir uma autoimagem ilusória, por medo das críticas, medo de errar, por preocupações excessivas, por inveja do outro e querer ser igual a ele, por atitudes e pensamentos equivocados que aprendemos a partir da infância, entre outros fatores.
E como resolver?
Respire corretamente! (Ajuda a relaxar!)
Pratique exercícios físicos regularmente!
Procure um(a) psicólogo(a)! Assim você vai aprender a lidar com as causas da ansiedade e superá-las!
LEMBRE-SE!
O passado é irrecuperável, não pode ser alterado!
Mas o futuro depende das nossas atitudes agora, no presente!
A psicoterapia (tratamento psicológico) faz você voltar no tempo, descobrir as causas da sua ansiedade, aprender a lidar com elas, superá-las e , com certeza, SER FELIZ!

sábado, 3 de novembro de 2012

E ai vamos ficar de Braços cruzados????


“Privatizar o Maracanã mostra cegueira histórica sem precedentes do Governo”, diz membro do Comitê Popular da Copa.

Seguindo a velha sanha privatizacionista dos governos neoliberais brasileiros, o atual governo perpetua a prática de gastar dinheiro público em grandes obras e, depois, transferi-las par o capital privado. Os custos são sociais; os lucros privados. Quando faremos diferente?

Edital de licitação apresentado na segunda-feira prevê demolição do Julio Delamare, Célio de Barros e Museu do Índio

Em 1983, Moraes Moreira expressou em versos a melancolia do rubro-negro com a transferência de Zico para a Udinese, da Itália, indagando “e agora, como é que eu fico nas tardes de domingo sem Zico no Maracanã?”. Se, cerca de trinta anos depois, um novo baiano surgisse para cantar a tristeza do torcedor carioca, bastaria perguntar “como é que eu fico sem o Maracanã?”.
Nesta segunda-feira, em entrevista coletiva concedida por Régis Fichtner, chefe da Casa Civil, e Márcia Lins, secretária de Esporte e Lazer, o Governo do Estado do Rio de Janeiro apresentou o edital de licitação do complexo esportivo do Maracanã.
Trocando em miúdos, o projeto prevê a concessão das dependências do estádio, que englobam o Maracanãzinho, parque aquático Julio Delamare e o estádio de atletismo Célio de Barros, à iniciativa privada pelos próximos 35 anos ao preço de R$ 7 milhões ao ano, que não cobriram nem 30% do valor investido na atual obra do estádio.
Procurado , o membro do Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas, coletivo criado para fiscalizar as obras com vistas aos grandes eventos esportivos que o país sediará, Gustavo Mehl classificou a privatização do estádio do Maracanã de “cegueira histórica sem precedentes”.
“A minuta do edital lançada ontem (segunda-feira) escancara a visão do Governo, que entende o Maracanã como um equipamento rentável, de consumo. Essa perspectiva é antagônica à da sociedade civil, que enxerga no estádio um bem sociocultural da cidade e do Brasil”.
Comparando a obra atual com a construção do estádio, em 1950, o jornalista integrante do Comitê Rio expôs as diferenças entre os projetos.
“Quando o estádio foi erguido, houve a preocupação em realizar uma divisão setorial proporcional à abrangência de classes sociais da cidade, possibilitando que todos fossem capazes de ir ao Maracanã acompanhar os jogos. Já este novo estádio que está sendo gestado visa atender somente os interesses econômicos dominantes e será frequentado basicamente pelas elites”, afirmou.

Julio Delamare e Célio de Barros
Durante a entrevista do dia 22, realizada no Palácio Guanabara, sede do Governo, Régis Fichtner ressaltou que a concessionária vencedora irá responsabilizar-se pelas obras, da ordem de R$ 400 milhões, de demolição do Julio Delamare e do Célio de Barros para erguer um museu do futebol, amplo estacionamento, bares e restaurantes. Os equipamentos esportivos seriam reconstruídos em área próxima que abriga atualmente um quartel do Exército.
Para viabilizar a derrubada das instalações, o prefeito Eduardo Paes assinou, na própria segunda-feira, decreto autorizando o destombamento das construções, que haviam recebido a honraria em 2002.
Quanto à previsão de reerguer o Julio Delamare e o Célio de Barros no entorno do Maracanã, Gustavo demonstrou-se cético. “Aos olhos do empresário que assumir o controle do complexo, será descabido investir nessas obras, pois a prática de esportes nesses espaços constitui-se como um projeto social, que não dá lucro”.
Mantido na área do complexo, o ginásio do Maracanãzinho, que passou por obras no valor de R$ 92 milhões antes dos Jogos Pan-Americanos de 2007, sofrerá reformas. A principal delas atenderá uma necessidade imposta pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que exige a construção de duas quadras de aquecimento em instalações olímpicas.
Para que as quadras sejam erguidas, a escola municipal Arthur Friedenreich, que funciona no complexo, será retirada do local. O terreno que a instituição de ensino ocupará ainda não foi definido e ela segue com seu futuro incerto.

Comitê prepara ação
Para o lançamento oficial do edital de licitação, resta ainda uma última etapa. O Governo do Estado, cumprindo obrigatoriedade legal, convocou audiência pública para discutir o projeto apresentado.
Após confirmar a presença de integrantes do Comitê da Copa no evento, Gustavo Mehl mostrou preocupação com o andamento da audiência. “No processo de licitação das obras da Linha 4 do metrô, o Governo ignorou as opiniões dadas pelas associações de moradores. Esperamos que, desta vez, a atitude seja mais democrática, na forma de uma consulta real”, ressaltou.
Marcado para as 18h do dia 8 de novembro, a audiência pública acontecerá no Galpão da Cidadania, na Rua Barão de Tefé, 75, bairro da Saúde.

Museu do Índio
Fora da seara esportiva, o prédio que sediava o Museu do Índio também será demolido pela concessionária vencedora da licitação. A construção, datada de 1853, foi a primeira sede da instituição criada pelo sociólogo Darcy Ribeiro. Abandonado pelo poder público, o prédio é atualmente habitado por cerca de 20 indígenas.
Questionado sobre o destino da chamada Aldeia Maracanã, o governador Sérgio Cabral saiu-se com uma declaração no mínimo impensada. “Isso não é problema meu, cabe apenas à Funai (Fundação Nacional do Índio)”.
A polêmica sobre a derrubada do edifício, aliás, vem desde a semana passada. Em cerimônia realizada na quinta-feira, Sérgio Cabral afirmou que a retirada do prédio ia de encontro a uma exigência da Fifa. Porém, pouco depois, a entidade máxima do futebol veio a público externar que nunca pediu a demolição do antigo museu.
Corrigindo-se Cabral afirmou que a exigência era indireta, através da cobrança de maior mobilidade e capacidade de escoamento de público. Completando, o governador declarou que o local “não possui valor histórico” e está “no meio do caminho de uma concepção de segurança e conforto” para os futuros frequentadores do estádio.
Mobilizados, os índios, liderados por Carlos Tucano, estiveram presentes à Assembleia Legislativa (Alerj) em busca de apoio por parte de parlamentares e prometeram “não arredar o pé” do prédio. O recado do cacique, aliás, é o melhor exemplo a ser seguido por arquibaldos e geraldinos, atualmente alijados do seu Maracanã.

sábado, 13 de outubro de 2012

A grande roda da vida...


A roda da vida vai girando e mudando as coisas de lugar.
Embalados pelo movimento, só vamos percebendo estarmos lentamente sendo conduzidos de um lado para o outro. Mas se, por razões diversas, nos afastarmos das obrigações do dia a dia, das preocupações do cotidiano, poderemos perceber o fluxo natural da vida, do qual fazermos parte, como atores e espectadores.
O quanto fica mais leve a vida à medida que vamos compreendendo seus enigmas, suas sutilezas, sua naturalidade.
Novas gerações vão chegando, enquanto as mais velhas vão deixando o palco livre para o próximo ato. É a arte da vida.
O importante é, enquanto estamos em cena, fazermos o nosso papel com prazer, com alegria, com entrega, para que não sejamos superficiais o suficiente para não sentirmos a própria vida.
Cada um escolhe ou é escolhido para atuar, a ordem das coisas não importa, o que importa é como se faz.
O tempo muda, as coisas mudam, as pessoas mudam. Mudam os valores, mudam os amores, mudam os sabores. Caminhar pela vida é isto: uma eterna aprendizagem, onde o que importa é o que se faz com ela.
Aprendizado guardado na gaveta não serve para nada, aprendizado só tem valor quando promove mudanças, se torna o indivíduo melhor.
As ideias aqui contidas são oriundas de várias experiências antigas e recentes com a vida, traduzem resumidamente o pensar e o sentir de uma vida, que de alguma forma cumpre o seu papel.
É assim que tenho pensado a vida, como sendo ela um texto que vamos escrevendo e vivendo a cada momento.
Tenho relativizado o conceito de certo e errado, pois eles se confundem no contexto do texto. À luz da atualidade, muito do que foi certo já não é mais, e o que fora errado se tornou certo: é o efeito da roda da vida.
Para mim, a roda da vida não gira num eixo fixo, ela gira elipticamente, mudando sucessivamente seu trajeto.
Portanto, quando achamos que percorremos 360 graus e voltamos ao ponto de partida, na verdade fizemos uma trajetória nunca antes percorrida e chegamos onde nunca estivemos.
Talvez o desafio da humanidade seja compreender esta dinâmica, e, junto com ela, progredir dentro de um plano maior, ao contrário de ficar se debatendo, aprisionada a velhos conceitos de preconceitos.
Nos apegarmos a coisas, pessoa, ideias é corrermos riscos – mais provável  de nos acorrentarmos, enquanto a vida passa, e a eles ficarmos ainda mais presos à medida que nos damos conta de que perdemos o bonde da nossa própria vida, e o apego é o que nos resta.
Se quisermos ser mais felizes, ou pelo menos termos mais histórias interessantes para contar, precisamos nos desapegar, deixarmos nos levar pelo fluxo da vida que corre dentro de nós, e se expressa através das escolhas que fazemos. O outro? Ah! O outro é um companheiro de viagem, nada mais, pois pode descer em qualquer estação, enquanto a nossa viagem continua.