sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse - Back To Black



Homenagem a uma menina que partiu precocemente por não conseguir encontrar equilibrio em um Mundo desequilibrado.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amizade....

Talvez a amizade seja um dos presentes mais bacanas que a Existência coloca em nossas vidas.
Mas será que você sabe valorizar estes presentes?
Até que ponto não deixamos que estas amizades se tornem casuais demais, a mão demais e não percebemos que não damos a devida atenção, o devido amor, respeito e carinho?
Fazer amizade com alguém é fácil, o difícil é após conhecer melhor esta pessoa ou a pessoa te conhecer você saber lidar com suas limitações e as limitações do outro. Saber lidar com o humor, os defeitos e as sandices não é atividade fácil não é mesmo? Já dou um duro danado lidando com as minhas… rs
Mas será que Deus ou como quiserem chamar coloca um outro ser em seu caminho apenas para estar do seu lado quando você precisa?
Se for assim a amizade não é uma soma e sim uma troca?
“Eu sou seu amigo porque até aqui você me serve para algo?”
“Agora estou bem… feliz, realizada, não preciso mais de sua amizade!”
Será que é assim que funciona… uma troca, onde as pessoas se aproximam não por afinidade e sim por que tem algo que lhe é conveniente naquele momento?
Não sei… venho pensando muito nisto estes dias. O Valor da Amizade!
Há tempos atrás eu confesso que era uma amiga de oportunidades, algumas pessoas era porque eu gostava mesmo, mas outras digamos que me eram úteis.
Fui aprendendo com o passar dos anos que amizade é algo para uma vida toda, mesmo longe, sei que posso contar com uma pessoa e ela comigo, que mesmo longe ela tá torcendo para minha felicidade, para que eu me dê bem, e eu idem…. e quando encontramos aquela pessoa, nos faz tão bem a presença, que posso ter passado o pior dia da minha vida, só de vê-la meu coração se enche de alegria e eu abro um sorriso, porque estou perto de alguém que me ama de verdade.
Isso é amizade no meu ponto de vista.
Eu tenho pouquissimos amigos, e ao pensar nisso, me pergunto se tenho sido uma boa amiga.
Estou valorizando meus amigos?
Sei estar do lado sempre, sem invadir, sem sufocar e o mais importante, sem me ausentar?
Acho horrível sentir-me usada. É um sentimento tão pesado, tão ruim e triste. Te põe em xeque como pessoa, como amigo. Será que ainda faço isso? Será que estou fazendo isso?
Qual será o verdadeiro valor da amizade?
Porque se alguém me procura somente quando tá mal, será que é porque confia em mim, ou porque me acha um expurgo (processo de expurgar, expelir, expulsar, exilar ou eliminar algo, no sentido de desfazer-se de um problema e colocar para fora um objeto com conotação negativa).
No meu ponto de vista, amigo é aquele que está presente em minha vida, seja nos momentos tristes, ou nos momentos felizes, alegres. Esta presente em minha vida, mesmo longe, mas está e estará sempre em meu coração e em minhas orações.
Não sei agir diferente, não sei pensar diferente, amigo é alguém que eu amo incondicionalmente e faz e fará parte de minha vida enquanto a Existência permitir. Que eu estarei do lado, nos momentos felizes e segurarei a mão nos momentos tristes, que eu falarei a verdade, mesmo que doa, e afagarei seus cabelos, nos momentos de silêncio e dor.
Qual o valor da amizade para você?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Menos de 10% dos municípios têm delegacia da mulher, diz IBGE

Passados 25 anos da criação da primeira delegacia da mulher, em São Paulo, somente 7,1% dos 5.565
Municípios do Brasil têm essas unidades especializadas. A informação é da Pesquisa de Informações Básica Municipais, a Munic, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quinta-feira (13).

A pesquisa, com dados de 2009, foi feita dez anos depois de sua primeira edição, em 1999, e coletou informações a partir de questionários respondidos pelas prefeituras. Além de temas ligados à administração, habitação, esporte, cultura, segurança, transporte e meio ambiente, foram incluídos três novos enfoques no questionário: direitos humanos, saúde, e políticas de gênero dos municípios brasileiros.
Os resultados mostram que apenas 18,7% dos municípios brasileiros têm organismos voltados para as mulheres. O país tem 512 municípios (9,2%) com prefeitas mulheres, das quais 62,7% tinham, em 2009, curso superior. Entre os prefeitos homens, menos da metade (45,9%) tem formação universitária.
O país tem atualmente 262 municípios com casas-abrigo voltadas a mulheres vítimas de violência, 559 com centros de referência de atendimento à mulher, 469 com núcleos especializados de atendimento à mulher das Defensorias Públicas e 274 com Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
A primeira Delegacia da Mulher foi criada em 1985 na capital paulista, por meio de um decreto do então governador Franco Montoro (1983-87). No mesmo ano, foi criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, vinculado ao Ministério da Justiça.
Somente em 2006, entrou em vigor a lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Com a nova lei, acabou a punição ao agressor por meio de pagamento de cesta básica ou de multas. Agora, os autores de violência contra a mulher são presos e indiciados, quando enquadrados pela nova lei.
Mesmo com a Maria da Penha, no entanto, não há nenhum decreto ou lei que torne obrigatória a criação das delegacias especializadas.
No Estado do Rio de Janeiro são 11 Deam (Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher), além de centros de referência em atendimento espalhados por diversos municípios.
Embora as denúncias de agressão também possam ser feitas em delegacias comuns, a advogada Gleide Selma da Hora, da OAB-Mulher, comissão da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, diz que delegacias especializadas são importantes porque têm um modelo de atendimento diferenciado para a vítima.
- O atendimento [na Deam] é humanizado, tem uma escuta ativa, e a mulher se sente mais acolhida. Geralmente a violência doméstica é de gênero, vem de uma situação de submissão. Às vezes quando a mulher vai fazer a denúncia ela já sofre há anos de violência, que nem sempre é só física, mas psicológica também.
No entanto, segundo Gleide, somente a delegacia não é suficiente. Segundo a advogada, é necessária uma rede de atendimento à mulher, como centros de referência, casas-abrigo, entre outros locais, que vão ajudar a vítima a sair da situação de violência.
- A delegacia é a porta de entrada ao mundo externo. Têm de haver um centro de referência com atendimento com psicólogo e assistente social que vão ver onde e como essa mulher poderá ser atendida.
Geralmente nesses casos o que a mulher precisa é recuperar a autoestima e para sair dessa situação ela tem de ter alternativas.