Texto cedido gentilmente ao blog Koisas de Alice pelo escritor Hildebrando Martins
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Lei Seca Maricá - Notícias em tempo real: Maricá no Bom Dia Rio da Rede Globo
Lei Seca Maricá - Notícias em tempo real: Maricá no Bom Dia Rio da Rede Globo: "A InterTv, afiliada da Rede Globo realizou ontem (19) uma reportagem investigativa sobre a prefeitura de Maricá falando sobre o excesso de ..."
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Amizade....
Talvez a amizade seja um dos presentes mais bacanas que a Existência coloca em nossas vidas.Mas será que você sabe valorizar estes presentes?Até que ponto não deixamos que estas amizades se tornem casuais demais, a mão demais e não percebemos que não damos a devida atenção, o devido amor, respeito e carinho?Fazer amizade com alguém é fácil, o difícil é após conhecer melhor esta pessoa ou a pessoa te conhecer você saber lidar com suas limitações e as limitações do outro. Saber lidar com o humor, os defeitos e as sandices não é atividade fácil não é mesmo? Já dou um duro danado lidando com as minhas… rsMas será que Deus ou como quiserem chamar coloca um outro ser em seu caminho apenas para estar do seu lado quando você precisa? Se for assim a amizade não é uma soma e sim uma troca? “Eu sou seu amigo porque até aqui você me serve para algo?”“Agora estou bem… feliz, realizada, não preciso mais de sua amizade!”Será que é assim que funciona… uma troca, onde as pessoas se aproximam não por afinidade e sim por que tem algo que lhe é conveniente naquele momento?Não sei… venho pensando muito nisto estes dias. O Valor da Amizade!Há tempos atrás eu confesso que era uma amiga de oportunidades, algumas pessoas era porque eu gostava mesmo, mas outras digamos que me eram úteis.Fui aprendendo com o passar dos anos que amizade é algo para uma vida toda, mesmo longe, sei que posso contar com uma pessoa e ela comigo, que mesmo longe ela tá torcendo para minha felicidade, para que eu me dê bem, e eu idem…. e quando encontramos aquela pessoa, nos faz tão bem a presença, que posso ter passado o pior dia da minha vida, só de vê-la meu coração se enche de alegria e eu abro um sorriso, porque estou perto de alguém que me ama de verdade.Isso é amizade no meu ponto de vista.Eu tenho pouquissimos amigos, e ao pensar nisso, me pergunto se tenho sido uma boa amiga.Estou valorizando meus amigos?Sei estar do lado sempre, sem invadir, sem sufocar e o mais importante, sem me ausentar?Acho horrível sentir-me usada. É um sentimento tão pesado, tão ruim e triste. Te põe em xeque como pessoa, como amigo. Será que ainda faço isso? Será que estou fazendo isso?Qual será o verdadeiro valor da amizade? Porque se alguém me procura somente quando tá mal, será que é porque confia em mim, ou porque me acha um expurgo (processo de expurgar, expelir, expulsar, exilar ou eliminar algo, no sentido de desfazer-se de um problema e colocar para fora um objeto com conotação negativa).No meu ponto de vista, amigo é aquele que está presente em minha vida, seja nos momentos tristes, ou nos momentos felizes, alegres. Esta presente em minha vida, mesmo longe, mas está e estará sempre em meu coração e em minhas orações.Não sei agir diferente, não sei pensar diferente, amigo é alguém que eu amo incondicionalmente e faz e fará parte de minha vida enquanto a Existência permitir. Que eu estarei do lado, nos momentos felizes e segurarei a mão nos momentos tristes, que eu falarei a verdade, mesmo que doa, e afagarei seus cabelos, nos momentos de silêncio e dor.Qual o valor da amizade para você?
terça-feira, 19 de julho de 2011
Menos de 10% dos municípios têm delegacia da mulher, diz IBGE
Passados 25 anos da criação da primeira delegacia da mulher, em São Paulo, somente 7,1% dos 5.565
Municípios do Brasil têm essas unidades especializadas. A informação é da Pesquisa de Informações Básica Municipais, a Munic, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quinta-feira (13).
A pesquisa, com dados de 2009, foi feita dez anos depois de sua primeira edição, em 1999, e coletou informações a partir de questionários respondidos pelas prefeituras. Além de temas ligados à administração, habitação, esporte, cultura, segurança, transporte e meio ambiente, foram incluídos três novos enfoques no questionário: direitos humanos, saúde, e políticas de gênero dos municípios brasileiros.
Os resultados mostram que apenas 18,7% dos municípios brasileiros têm organismos voltados para as mulheres. O país tem 512 municípios (9,2%) com prefeitas mulheres, das quais 62,7% tinham, em 2009, curso superior. Entre os prefeitos homens, menos da metade (45,9%) tem formação universitária.
O país tem atualmente 262 municípios com casas-abrigo voltadas a mulheres vítimas de violência, 559 com centros de referência de atendimento à mulher, 469 com núcleos especializados de atendimento à mulher das Defensorias Públicas e 274 com Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
A primeira Delegacia da Mulher foi criada em 1985 na capital paulista, por meio de um decreto do então governador Franco Montoro (1983-87). No mesmo ano, foi criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, vinculado ao Ministério da Justiça.
Somente em 2006, entrou em vigor a lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Com a nova lei, acabou a punição ao agressor por meio de pagamento de cesta básica ou de multas. Agora, os autores de violência contra a mulher são presos e indiciados, quando enquadrados pela nova lei.
Mesmo com a Maria da Penha, no entanto, não há nenhum decreto ou lei que torne obrigatória a criação das delegacias especializadas.
No Estado do Rio de Janeiro são 11 Deam (Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher), além de centros de referência em atendimento espalhados por diversos municípios.
Embora as denúncias de agressão também possam ser feitas em delegacias comuns, a advogada Gleide Selma da Hora, da OAB-Mulher, comissão da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, diz que delegacias especializadas são importantes porque têm um modelo de atendimento diferenciado para a vítima.
- O atendimento [na Deam] é humanizado, tem uma escuta ativa, e a mulher se sente mais acolhida. Geralmente a violência doméstica é de gênero, vem de uma situação de submissão. Às vezes quando a mulher vai fazer a denúncia ela já sofre há anos de violência, que nem sempre é só física, mas psicológica também.
No entanto, segundo Gleide, somente a delegacia não é suficiente. Segundo a advogada, é necessária uma rede de atendimento à mulher, como centros de referência, casas-abrigo, entre outros locais, que vão ajudar a vítima a sair da situação de violência.
- A delegacia é a porta de entrada ao mundo externo. Têm de haver um centro de referência com atendimento com psicólogo e assistente social que vão ver onde e como essa mulher poderá ser atendida.
Geralmente nesses casos o que a mulher precisa é recuperar a autoestima e para sair dessa situação ela tem de ter alternativas.
Municípios do Brasil têm essas unidades especializadas. A informação é da Pesquisa de Informações Básica Municipais, a Munic, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quinta-feira (13).
Os resultados mostram que apenas 18,7% dos municípios brasileiros têm organismos voltados para as mulheres. O país tem 512 municípios (9,2%) com prefeitas mulheres, das quais 62,7% tinham, em 2009, curso superior. Entre os prefeitos homens, menos da metade (45,9%) tem formação universitária.
O país tem atualmente 262 municípios com casas-abrigo voltadas a mulheres vítimas de violência, 559 com centros de referência de atendimento à mulher, 469 com núcleos especializados de atendimento à mulher das Defensorias Públicas e 274 com Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
A primeira Delegacia da Mulher foi criada em 1985 na capital paulista, por meio de um decreto do então governador Franco Montoro (1983-87). No mesmo ano, foi criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, vinculado ao Ministério da Justiça.
Somente em 2006, entrou em vigor a lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Com a nova lei, acabou a punição ao agressor por meio de pagamento de cesta básica ou de multas. Agora, os autores de violência contra a mulher são presos e indiciados, quando enquadrados pela nova lei.
Mesmo com a Maria da Penha, no entanto, não há nenhum decreto ou lei que torne obrigatória a criação das delegacias especializadas.
No Estado do Rio de Janeiro são 11 Deam (Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher), além de centros de referência em atendimento espalhados por diversos municípios.
Embora as denúncias de agressão também possam ser feitas em delegacias comuns, a advogada Gleide Selma da Hora, da OAB-Mulher, comissão da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, diz que delegacias especializadas são importantes porque têm um modelo de atendimento diferenciado para a vítima.
- O atendimento [na Deam] é humanizado, tem uma escuta ativa, e a mulher se sente mais acolhida. Geralmente a violência doméstica é de gênero, vem de uma situação de submissão. Às vezes quando a mulher vai fazer a denúncia ela já sofre há anos de violência, que nem sempre é só física, mas psicológica também.
No entanto, segundo Gleide, somente a delegacia não é suficiente. Segundo a advogada, é necessária uma rede de atendimento à mulher, como centros de referência, casas-abrigo, entre outros locais, que vão ajudar a vítima a sair da situação de violência.
- A delegacia é a porta de entrada ao mundo externo. Têm de haver um centro de referência com atendimento com psicólogo e assistente social que vão ver onde e como essa mulher poderá ser atendida.
Geralmente nesses casos o que a mulher precisa é recuperar a autoestima e para sair dessa situação ela tem de ter alternativas.
PMDB Mulher RJ: DELEGACIA DA MULHER COMPLETA 25 ANOS
Parabenizo as companheiras do PMDB pelo Texto.....
Compartilho o texto lançado.....
Saudações Petistas a querida Amiga, Kátia Lobo
Compartilho o texto lançado.....
Saudações Petistas a querida Amiga, Kátia Lobo
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Eu e o Criador
Alice Moreira e Hildebrando Martins
Texto gentilmente cedido ao Blog Koizas de Alice, pelo próprio autor:
Hildebrando Martins de Castro
18/07/2011
domingo, 17 de julho de 2011
Ego Heterossexual
Certa vez eu conversei com um amigo sobre homossexualidade. Ele insistia em dizer que esta era um desvio e eu dizia que a homossexualidade era uma variação natural do comportamento humano. Ele simplesmente não aceitava essa frase.
Veio-me à mente a seguinte indagação: por que as pessoas aceitam que alguns se sentem atraídos por rock, outros por música clássica e outros por funk, mas não conseguem aceitar que algumas pessoas se sentem atraídas por mulheres e outras por homens? Por que umas pessoas conseguem conceber que alguns se atraem por esportes, outros por atividades intelectuais, outros por matemática e outras por biologia, mas por outro lado, não conseguem conceber que existe a homoafetivossexualidade?
De início, é preciso entender que tais pessoas fazem da sexualidade um pilar diferenciador em relação aos outros. Mas eu me indago por que a sexualidade é assim um critério diferenciador em que é quase impossível aceitar as diferenças com naturalidade e no entanto as diferenças de gostos musicais são tidas como naturais?
Tomando por pressuposto que nossas palavras refletem nossa mente, é compreensível que as pessoas que tomam a homossexualidade como um desvio e não como uma diferença tal como é o gosto por tipos de música, esportes, e formas de arte, elas estão conectadas ao SEXO, e não só ao seu sexo, mas ao sexo do outro (o que é no mínimo estranho).
Quando o indivíduo diz que a homossexualidade é errada, um desvio, satânica etc, ele cria dois problemas para ele. O primeiro é que ele tem o trabalho de criticar o outro, lutar contra o outro, prender o outro, correr atrás do outro e convencê-lo de que ele é errado e o ser heterossexual é o certo. E o segundo problema é que este ser heterossexual que sustenta que a homossexualidade é errada, além de se dar ao trabalho de inferiorizar o outro, ainda cria uma situação social desfavorável aos homossexuais, situação que parece lhe dar prazer.
A este ser não importa que as pessoas sejam humilhadas, xingadas, discriminadas e excluídas dos ritos de passagem como o casamento e às vezes até da sua família. Este ser quer porque quer dizer que a homossexualidade é errada, um desvio ou uma doença e isso traz uma série de conseqüências negativas para os homossexuais e para o ser, que tem que se dar ao trabalho de discorrer sobre os homossexuais.
No entanto, dizer que ela é uma variação natural do comportamento humano, nem certa nem errada, simplesmente é, cria uma situação favorável para todos, mas esta visão parece não interessar a criatura.
A criatura heterossexual que assim pensa, liberta sua mente da homossexualidade alheia e permite o outro viver feliz no mundo. Mas mesmo assim, as pessoas ainda sustentam uma visão obscurantista com relação à naturalidade desta parte da natureza humana.
Assim, podemos perceber que existe neste hábito mental, condições psicológicas subjacentes profundas. Além do fato do ser estar mentalmente conectado na sexualidade como um todo, parece-me que a homofobia traz consigo um forte componente egóico.
A criatura macho/ fêmea heterossexual é tido como o modelo mais virtuoso e espirituoso dentro de nossa sociedade. Aos seres que encaixam neste modelo é conferido um status social singelo. Dentro deste modelo estão ostentados a força, a virtude, o caráter e a prática do heterossexualismo. É bem visível o fato de que muitos heterossexuais ofendem e discriminam gays como forma de parecerem ainda mais “homens", "mulheres” (ao se afastar do objeto párea, ele carrega consigo ainda mais a força simbólica do modelo que a criatura deseja sustentar).
Muitas vezes, aquilo que não está dito, informa mais do que aquilo que é dito. Ao analisar as frases dos homofóbicos, percebi que existe aí um forte componente egóico, aquele ego de vaidade mesmo, mas uma vaidade sutil e imperceptível até para quem é portador dela.
· Quando um homem/mulher heterossexual diz que a homossexualidade é errada, o que está subdito? Ora, que na verdade só ele/ela é o certo(a) e todo o resto da humanidade que é diferente dele(a) no campo da atração sexual é o errado.
· Quando um homem heterossexual diz que a homossexualidade é anormal, o que está subdito? Que só ele é o normal e todo o resto das pessoas que dele se diferenciam no campo da sexualidade é anormal.
· Quando um homem diz que a homossexualidade é doença, sutilmente está dizendo que só os homens heterossexuais são saudáveis.
· Quando um homem diz que a homossexualidade é um desvio, ele nos diz que ele acha que ele é o único caminho certo no mundo inteiro no que se refere à sexualidade.
· Quando um ser diz que casamento é apenas entre um homem e uma mulher, o que está súbdito? Que todos os seres humanos do planeta, se quiserem se casar, tem que ser iguais a ele.
· Quando um ser heterossexual afirma que a homossexualidade é anti-natural, o que está dito na verdade? Que todos os seres humanos do planeta, se quiserem ser naturais, tem que ser iguais a ele(a). Mas engraçado é notar que este mesmo ser heterossexualnão defende que a humanidade volte a viver em florestas e nem deixe de usar a luz elétrica, a televisão, a internet etc, que seria a coisa mais natural a se fazer. O que prova que a sexualidade DO OUTRO gera muito mais energia mental do que a vida florestal.
· Quando um ser heterossexual diz que a homossexualidade é satânica, o que ele nos diz? Que só a sexualidade deste ser é divina e todo o resto está fora de Deus.
Como podemos perceber, a homofobia está intrinsecamente associada ao Ego das pessoas heterossexuais, que simplesmente se sentem superiores. As pessoas não sabem conceber um mundo não dualista, sem certo x errado, divino x satânico, normal x anormal, doente x saudável, bem x mal, superior x inferior. Elas simplesmente não conseguem conceber que no mundo existe espaço para todos, que casamento pode ser entre um homem e uma mulher, dois homens ou duas mulheres, que a homossexualidade é uma variação natural do comportamento humano.
Sabem por quê? Porque no dia que isso acontecer, a relação de superioridade e inferioridade com relação ao outro deixa de existir e consequentemente, seu ego inflado se esvai e este ser passará a ser só mais um(a) dentro do universo de diversidade e pluralidade que existe no campo do desejo.
A homofobia se relaciona ao desejo dos egoístas e burros(as) de se sentir melhor e mais especial que o outro, considerado inferior. Na medida que o outro é errado, anormal, doente etc, eu digo, por tabela, que só eu sou certo, normal e saudável.
Reflitam sobre isso: por que evangélicos não saem nas ruas ostentando cartazes escritos assim ”só eu sou o certo”, “a minha sexualidade é a única e verdadeira e todo o resto da humanidade é errada”, “só a minha sexualidade é saudável e todo o resto do planeta que se diferencia de mim é doente”, “só o meu casamento é divino e todas as formas de união que se diferenciam da minha é satânica?”.
E falo isso sem receios pois sou Evangêlica....Isso ate a liderança ler...(capaz de me queimarem kkk)
Eles precisam ostentar cartazes que se referem à homossexualidade. A consciência deles não tem capacidade de apreender o que eles querem dizer de fato. Neste sentido, a homossexualidade, para um religioso que a considera um tabu, é igual à figura do demônio para.
As Igreja lutam, contra a influência de Satanás na vida das pessoas e caso ele algum dia deixe de existir, a Igreja perde sua razão de ser e consequentemente seu nicho de atuação. Portanto, mesmo lutando contra o demônio, as Igreja precisam dele. A mesma relação de interdependência é encontrada na homossexualidade.
Caso algum dia ela deixe de existir, a essência do que se chama “princípios cristãos” deixará de existir, pois eles não terão nem com quem lutar e nem como valorizar o seu ego enquanto heterossexuais. Portanto, a luta contra a homossexualidade nos meios religiosos é um processo dialético que se retro-alimenta.
No nível consciente, trazer a homossexualidade para o campo da inferioridade, do erro, da doença e da anormalidade, dá ao indivíduo uma segurança psicológica inconsciente de é um ser superior, o certo, o saudável e o normal. Ora, quando um indivíduo heterossexual diz que a homossexualidade é errada, não é a mesma coisa que dizer que todas as pessoas do planeta inteiro têm que ser iguais a eles, se quiserem ser “certos”? Isto é UNICISMO EGÓCIO PATOLÓGICO.
Como dizia o bom e velho Renato Russo, “nos querem todos iguais, assim é mais fácil nos controlar, e mentir, mentir, mentir, e matar, matar, matar o que eu tenho de melhor. Minha esperança.” Essa homogeneidade no campo da sexualidade faz com que as pessoas se sintam seguras e não sejam confrontadas com outras possibilidades (com o medo implícito da possibilidade de gostar da coisa).
Lembro-me de quando apareceu um casal de dois homens em um canal de TV, as pessoas começaram a dizer que este canal estava incentivando a homossexualidade. Em primeiro lugar o sentimento de incentivo parte da própria pessoa. Em segundo lugar, a TV desde sua criação, suas revistas, filmes, novelas, mostraram o tempo todo casais de pessoas heterossexuais. Aí quando aparece um casalzinho sequer de homens, é porque estão “incentivando” a homossexualidade? Isso só pode ser fruto de uma mente atormentada.
Mas não nos exaltemos. Por traz da negação ferrenha de alguma coisa, há um profundo desejo por aquilo, afinal, só negamos aquilo que consideramos em nossa mente. Ninguém diz “não quero viajar a Plutão” simplesmente porque isso não é uma possibilidade. Mas quando eu digo “não quero namorar esta pessoa”, é porque estou considerando namorar esta pessoa. Portanto, por trás das nossas frases aparentemente neutras, se escondem condições psicológicas profundas.
O ego heterossexual acaba sendo egoísta, narcisista e ego-cêntrico e é por isso que a homofobia se espalha tanto pelo mundo, até em culturas outrora tolerantes. Ao colocar a relação de inferioridade sobre o outro, nos catapultamos para uma série de valores e virtudes que nos colocam superiores. Sem dúvida alguma, é preciso repensar o mundo.
Freud disse que a Humanidade teve 3 feridas narcísicas... As leis de Copérnico, que diz que a Terra não é o centro do universo. As leis de Darwin, que disseram que o homem veio do macaco. E a própria psicanálise, que diz que a maioria dos nossos pensamentos não são nossos, mas inconscientes. Para mim, o casamento de pessoas de sexos semelhantes é uma quarta ferida narcísica. É quando os heterossexuais percebem que seu amor e sua sexualidade não é a coisa "mais sagrada" do mundo, mas ela atua em conjunto com outras formas de afetividade e enlaces matrimoniais
Pensar não doí....Mudar Transformar seus conceitos....Menos ainda.

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